(GO, Nick Farewell)
"Encontro a Ginger na porta do cinema. Acho que estou condicionado a sorrir toda vez que a vejo. A minha boca reage instantaneamente. (...) A garota dos meus sonhos existe e está vindo ao meu encontro. Se eu fosse cineasta, colocaria a câmera bem onde eu estou. Assim, eu a veria, em câmera subjetiva, descer a rua apressada entre passos alternados, a sua bolsa balançando, sua mão se agitando, harmoniosamente, e o exato momento em que leva a mão para jogar o cabelo por trás da orelha. Em seguida, ela me enxergaria, sorriria e apertaria mais o passo. Só cortaria quando ela entrase em close, exatos dois segundos antes de me beijar.
- Demorei?
- Posso pedir uma coisa?
- O quê?
- Você porederia ir até a esquina e descer a rua de novo?
- Por quê?
- Porque eu quero resgistrar isso.
- Onde? Como?
- Na minha memória.
Ela sorri. É um festival de sorrisos.
- Ok. Vou lá, então.
- Não se esqueça que você está descendo pela primeira vez a rua - eu quase grito.
- Entendi - ela responde de costas.
Gui chega até a esquina. Faz pose e desce a rua como se estivesse atuando. Eu ligo a minha câmera imaginária. Registro todos os movimentos. Penso como vou me lembrar disso até o fim dos meus dias. Pensando como a lembrança ainda é a melhor das máquinas fotográficas. Agora, cinematograficamente, eu gravo frame por frame na minha memória, expondo a luz e meus sentimentos, e projeto na minha retina as imagens que eu voltarei sempre a enxergar toda vez que sentir um dia nublado entre a ausência e o encontro da pessoa que, possivelmente, vai me causar mais falta e mais completude, ao mesmo tempo, na minha vida."
OBS.: Comecei a ler este livro, e achei que esse trecho da contra-capa lhe agradaria. Achei tão... (suspiro)
"Encontro a Ginger na porta do cinema. Acho que estou condicionado a sorrir toda vez que a vejo. A minha boca reage instantaneamente. (...) A garota dos meus sonhos existe e está vindo ao meu encontro. Se eu fosse cineasta, colocaria a câmera bem onde eu estou. Assim, eu a veria, em câmera subjetiva, descer a rua apressada entre passos alternados, a sua bolsa balançando, sua mão se agitando, harmoniosamente, e o exato momento em que leva a mão para jogar o cabelo por trás da orelha. Em seguida, ela me enxergaria, sorriria e apertaria mais o passo. Só cortaria quando ela entrase em close, exatos dois segundos antes de me beijar.
- Demorei?
- Posso pedir uma coisa?
- O quê?
- Você porederia ir até a esquina e descer a rua de novo?
- Por quê?
- Porque eu quero resgistrar isso.
- Onde? Como?
- Na minha memória.
Ela sorri. É um festival de sorrisos.
- Ok. Vou lá, então.
- Não se esqueça que você está descendo pela primeira vez a rua - eu quase grito.
- Entendi - ela responde de costas.
Gui chega até a esquina. Faz pose e desce a rua como se estivesse atuando. Eu ligo a minha câmera imaginária. Registro todos os movimentos. Penso como vou me lembrar disso até o fim dos meus dias. Pensando como a lembrança ainda é a melhor das máquinas fotográficas. Agora, cinematograficamente, eu gravo frame por frame na minha memória, expondo a luz e meus sentimentos, e projeto na minha retina as imagens que eu voltarei sempre a enxergar toda vez que sentir um dia nublado entre a ausência e o encontro da pessoa que, possivelmente, vai me causar mais falta e mais completude, ao mesmo tempo, na minha vida."
OBS.: Comecei a ler este livro, e achei que esse trecho da contra-capa lhe agradaria. Achei tão... (suspiro)